Porque as mulheres reclamam tanto dos namorados?

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Orkut do Aoki

Fiquei de cara quando abri meu Orkut hoje e vi que cheguei no amigo nº 666. Caraca que sinistro. Dizem que 666 é o número do capeta. Também vi que ja tive 16.767 visitas no meu perfil. Isso também é sinistro porque eu nunca tive notado esse lance de visitas no perfil. Esse negócio todo de Orkut, MSN, Twitter, Blogger é tudo uma viagem geral. Porque a gente fica dando importância para essas coisas, quando elas não tem importância nenhuma.

Vejam ai meu Orkut.


Ah, ultimamente to com preguiça de blogar, então é isso, quem quiser que comente.

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Essa é para os Colorados


Esse vídeo é em homenagem aos Colorados que durante quatro anos encheram o saco dizendo que foram roubados. E agora? Será que vão dizer novamente que foram roubados?
Viva o Coringão, o mais odiado e o mais amado. Não somos uma torcidinha, somos uma nação maior que a maioria dos países europeus. Somos uma paixão, um amor que causa inveja nos outros torcedores. Desculpem palmeirenses, colorados, são paulinos e santistas, mas ser corintiano está acima de vocês porque não existe paixão maior. No Brasil só uma torcida pode ser comparada, a do Flamengo. Fora isso, resta o ódio ao Corinthians que cada vez faz a nossa torcida ser a maior do Brasil. Aliás, já somos.

Viva Coringão, Tri-Campeão da Copa do Brasil.

Viva o Coringão ! Uma Homenagem

NEM VOU ESCREVER NADA, VIVA O CORINGÃO

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Faculdade? Diploma? Faça Youtube Reporter´s Center



Estudantes comeram até jornal para protestar contra o fim da exigência do diploma de jornalista no Brasil. Calma, pessoal. Agora dá pra fazer faculdade no YouTube.

O canal YouTube Reporters’ Center, que acaba de estrear, traz mais de 30 vídeos com dicas de renomados jornalistas norte-americanos. Eles explicam como fazer uma entrevista, falam sobre ética, ensinam a checar informações, dão instruções para gravar vídeos e contam histórias de apuração de reportagens. Todo o conteúdo está em inglês e, por enquanto, não há legendas disponíveis.

Bob Woodward, um dos jornalistas do The Washington Post responsáveis pelas reportagens do caso Watergate – escândalo que resultou na renúncia do presidente Richard Nixon, em 1974 –, dá dicas para quem quer trabalhar com jornalismo investigativo. A âncora e editora do CBS Evening News, Katie Couric, ensina a conduzir uma entrevista. Arianna Huffington, cofundadora e editora-chefe do renomado blog Huffington Post, fala sobre jornalismo cidadão. E por aí vai.

De acordo com o post publicado no blog oficial do Google, o objetivo do YouTube Reporters’ Center é ajudar cidadãos comuns a produzir material de qualidade jornalística. O esforço é bem-vindo, uma vez que hoje milhões de pessoas podem tirar o celular do bolso e filmar um acontecimento de repercussão mundial. Se eles souberem fazer isso com qualidade, melhor para todo mundo.

Os recentes protestos contra o resultado das eleições no Irã resultaram em uma avalanche de vídeos sobre o desenrolar dos acontecimentos no país. São informações às quais dificilmente teríamos acesso tempos atrás. O maior problema do canal do YouTube está em não trazer legendas ou opções de áudio em outros idiomas – milhões de potenciais jornalistas não são fluentes em inglês.

Vale notar que em nenhum momento o pessoal do Google diz achar desnecessário fazer faculdade ou curso de especialização para ser jornalista. Mas será que, depois de assistir a todo o material disponível online, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não vão poder sair por aí, escrevendo/gravando reportagens?


fonte: http://info.abril.com.br/blog/nalinhadogoogle/20090629_listar.shtml?177384

Diploma de Jornalismo: Mais polêmica


A decisão do Supremo Tribunal Federal que desobriga o diploma de Jornalismo para exercer a profissão – a exemplo de outras sentenças – trouxe mais dúvidas e incertezas do que paz para o campo profissional. Após oito ministros do STF terem votado pela não exigência, havia dois entendimentos distintos para a nova realidade do mercado de trabalho jornalístico:

- A suprema corte decidiu que o decreto 972/69 era totalmente inconstitucional e, por isso, não haveria mais sentido existir registros profissionais para os jornalistas. A profissão estaria totalmente desregulamentada, sem regras de ingresso.

ou

- A suprema corte apenas vetou a obrigatoriedade do diploma. Com isso, ainda seria necessário ter registro para atuar na área, mas ele poderia ser obtido sem o canudo, como milhares de pessoas conseguiram amparadas pela liminar da juíza Carla Rister.

Permaneceu um vácuo jurídico até o final da semana passada. Na sexta, saiu no Diário da Justiça Eletrônico a decisão do STF:

O Tribunal, por maioria e nos termos do voto do Relator, Ministro Gilmar Mendes (Presidente), conheceu e deu provimento aos recursos extraordinários, declarando a não-recepção do artigo 4º, inciso V, do Decreto-lei nº 972/1969, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausentes, licenciados, os Senhores Ministros Joaquim Barbosa e Menezes Direito. Falaram, pelo recorrente, Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo – SERTESP, a Dra. Taís Borja Gasparian; pelo Ministério Público Federal, o Procurador-Geral da República, Dr. Antônio Fernando Barros e Silva de Souza; pelos recorridos, FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas e outro, o Dr. João Roberto Egydio Piza Fontes e, pela Advocacia-Geral da União, a Dra. Grace Maria Fernandes Mendonça, Secretária-Geral de Contencioso. Plenário, 17.06.2009.

Com isso, o entendimento que tenho é de que caiu o diploma, mas os registros continuam valendo e sendo necessários para se atuar na área. O trecho da lei considerado inconstitucional é justamente o que define como documento obrigatório para se obter o registro o diploma de Jornalismo. Com o veto ao inciso V do artigo 4º, pode-se correr atrás do registro de jornalista sem o diploma.

Resumo da ópera: cai o diploma, mas o registro permanece como condição de acesso ao mercado de trabalho. Desregulamentação pela metade.

Fonte: Copiado na integra do site monitorando.wordpress.com

Professor Rogério Cristofoletti, como sempre, muito bem em seu texto.



Meu comentário:

O STF foi ridículo nessa decisão. Parece que foi uma picuinha do direito com o jornalismo e que o voto dos ministros foi apenas para deixar a categoria "emputecida". Agora não precisa do diploma para tirar o registro, mas continua precisando do registro. Ou seja, você chega no Ministério do Trabalho, apresenta um documento fajuto que você já exerce a profissão e VOILÀ. Você conseguiu seu registro. Seja feliz e vá para o mercado.
A discussão em torno da exigência do diploma para trabalhar como jornalista só deixou claro uma coisa. É uma das profissões mais escrotas do mundo. Cheia de gente que se acha intelectual mas que no fundo são um bando de explorados pelos grandes capitais conglomerados da comunicação. Infelizmente.

Eles estão na moda

Pelo menos esse filme não parece ser emo.

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Bizarro - Edição de foto no Photoshop

Sem comentários esse vídeo. Por isso que tudo que parece pode não ser.

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

A arte de apanhar sozinho


Existem algumas discussões que não podem ser vencidas por ninguém. Principalmente quando ambas as partes envolvidas em uma disputa são enganadas por um terceiro interessado. Essa é a situação existente hoje dentro do curso de Comunicação Social da Universidade do Vale do Itajaí (Univali).
Fiquei perplexo com o rumo da assembléia que aconteceu ontem à noite no Teatro Adelaide Konder com os alunos da habilitação de Jornalismo. Coordenação, professores, centro acadêmico e alunos – pela primeira vez em muito tempo – estavam lado a lado para discutir o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo para exercer a profissão.
No início da sessão tudo estava correndo tranquilamente. Afinal todos os presentes eram unânimes ao defender que é necessário ter diploma para ser jornalista. Os professores deram seus pareceres e argumentos do porque é necessário ter diploma. O professor Rogério Cristofoletti deixou claro que o diploma não perde a validade. “Ele apenas não é mais obrigatório e não é por isso que teremos menos orgulho da profissão”, argumentou.
A decisão do Supremo Tribunal Federal, que tornou a exigência do diploma desnecessário para ser jornalista, feriu os brios das pessoas. Principalmente daquelas que passaram pela universidade e exercem a profissão em um dos mercados mais competitivos e injustos entre todas as profissões. É verdade que a categoria de jornalista é uma das mais desunidas que existem e que o sindicato é quase ignorado.
O professor Cristofoletti foi um dos poucos que sempre defendeu, dentro de sala de aula, que os alunos devem ter consciência de classe trabalhadora. Porém a universidade, e não estou falando somente da Univali, pensa apenas em manter o caixa no azul e dá pouca importância a formação humanista do aluno de jornalismo. E ontem essa cisão entre estudantes e corpo docente, que só interessa aos interesses de mercado da universidade, ficou clara.
Em determinado momento da assembléia um aluno questionou o posicionamento da universidade sobre a obrigatoriedade do diploma e o porquê a matriz curricular do curso de Comunicação Social ter excluído matérias de caráter teórico. Ele citou os cortes de matérias como Filosofia, Língua Portuguesa e Sociologia. Nesse momento a assembléia perdeu o foco e descambou para a lavagem de roupa suja. O problema disso é que se vê a distância que existe entre o interesse do estudante e o interesse comercial da universidade.
Claro que o assunto é polêmico e gera discussões acaloradas. O professor Sandro Galarça soltou os cachorros nos alunos. Disse que o problema não é ter ou não Língua Portuguesa na grade e sim a falta de interesse dos alunos. “Tem aluno que chega ao nono período escrevendo cebola com s, isso não é culpa da grade”, afirmou. Infelizmente ele quis jogar nas costas do movimento estudantil a culpa do desinteresse doa alunos.
Entendo a revolta do professor Galarça com os alunos. Mas o fato é que não é culpa do estudante o aumento do número de encontros, o fim da distinção entre professores, mestres e doutores imposta pela Univali e tampouco a sobrecarga de trabalho dos docentes devido às demissões de diversos mestres. O Centro Acadêmico Integrado da Comunicação (Caicom) sempre foi contra a nova matriz curricular e fui obrigado a defender os estudantes.
Apenas cegos não viram que a maioria dos estudantes é contrários à nova matriz curricular. O Caicom apenas defendeu o que sempre vinha defendendo, ou seja, que a mudança curricular foi um atraso. O retrocesso não foi apenas no método de ensino e sim em toda a estrutura curricular que é considerada uma aberração pelos alunos, parte do corpo docente, sindicato dos jornalistas e Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social. A nova matriz curricular é tão esdrúxula que não foi possível encontrar nenhuma outra universidade no Brasil que está indo pelo mesmo caminho.
Infelizmente na noite de ontem acabei sendo o boi de piranha. Ou seja, apanhei sozinho de alguns professores que tentaram – em vão – convencer os estudantes de jornalismo que a nova matriz curricular é um avanço. O mais interessante é que enquanto alguns professores defendiam a nova grade, outros diziam na platéia que a grade é ruim mesmo. Só que estes não podem falar nada publicamente porque correm o sério risco de serem demitidos. Eu os entendo, porque nos bastidores sabemos perfeitamente que diversos complôs foram feitos para demitir professores que não queriam se enquadrar no esquema da universidade. Esquema que preza a venda de créditos, a disputa de mercado com outras universidades e o interesse em conquistar cada vez mais alunos deixando de lado o caráter social da universidade.
A boa vontade da reunião de ontem mostra duas coisas. De um lado professores interessados em discutir a importância do diploma e do outro o medo de perder alunos – e nesse caso perder dinheiro – pela não obrigatoriedade do diploma. Por mais que minhas palavras possam ter sido duras. E foram. Não retiro nenhuma. A Universidade do Vale do Itajaí não dá a mínima importância para a qualidade do ensino. Isso está claro na visível perca de qualidade que o curso passou nos últimos meses. E não me venham falar que não foi culpa da nova matriz. Ela teve muita influência.
Digo isso porque a grande crítica sobre a nova matriz curricular não é a falta da Língua Portuguesa e sim as matérias de Ensino a Distância, as famigeradas EADs. Que são odiadas pelos alunos. E porque elas foram colocadas na nova matriz. Simplesmente pelo fato que assim é possível cobrar mais créditos por semestre, ou seja, mais dinheiro em caixa. Outro fator importante a dizer é sobre o tempo de duração do curso. Reduzir a matriz curricular de 4,5 anos para 3,5 anos abre novas salas de aula. É uma conta lógica e simples de fazer.
Sabemos que a inadimplência e a desistência no curso de Comunicação Social é altíssima. Na média apenas 15 alunos de uma turma de 50 se formam. Reduzir o tempo do curso pode em tese, fazer com que mais alunos fiquem até o fim do curso. O que consequentemente coloca mais dinheiro no caixa da universidade. Por um lado isso até pode ser bom se pensarmos que mais gente vai pegar o diploma. Porém, é fato que 3,5 anos dentro da universidade não são suficientes para amadurecer o cidadão e que estaremos formando jornalistas que, até podem saber escrever um bom texto, mas que não tem idéia de como se elege um vereador. Nesse caso estamos fazendo o que?
Perdemos um bom tempo discutindo a nova matriz curricular. Pasmem, foi a primeira vez que isso foi discutido em público. E me enoja ver professores defendendo uma coisa que foi empurrada goela abaixo dos estudantes. Principalmente sabendo que muitos deles são críticos da aberração criada na Univali. Críticas que ficam apenas no off record, afinal não vivemos em uma universidade democrática e qualquer tipo de crítica pode significar um convite a visitar o departamento pessoal.
É claro que a culpa pela desmotivação de alguns docentes não é do estudante. Vivemos em um país que tem um ensino médio de qualidade abaixo do necessário. Porém, não é culpa do estudante de jornalismo, ser obrigado a escrever uma matéria logo no primeiro período. Ele nem aprendeu a fazer um lead e teve poucas noções de noticiabilidade. Como é possível exigir que ele saiba como fazer. E esse problema tem gerado muito desgaste entre os professores e os alunos.
Também não é justo dizer que os alunos que mais criticam a saída das matérias teóricas são aqueles que mais criticavam a existência delas. Isso é verdade, porém o estudante de jornalismo só vê a importância das matérias teóricas presenciais como Cultura Brasileira, Realidade Sócio Econômica e Filosofia, períodos depois de terem feito a cadeira. Isso acontece porque a faculdade é um período de amadurecimento e somente algum tempo depois que se dá a devida importância para algumas matérias. Jogar nas costas dos alunos as deficiências de uma matriz curricular equivocada é no mínimo uma covardia.
Não é culpa do aluno se o professor não ministra uma aula cativante. É um curso de comunicação e muitos professores não sabem se comunicar. Também não é culpa do aluno chegar ao nono período escrevendo cebola com “s”. Se isso acontece de verdade é culpa do professor que não reprovou esse aluno. É o velho ditado, eu finjo que ensino e você finge que aprende. Enquanto essa lógica existir dentro do curso continuaremos tendo graves cisões. Menos culpa o aluno tem se ele vai para o boteco ou fuma um baseado. Isso é problema de cada um. Querer fazer do ambiente da universidade uma extensão do terceirão é uma bobagem sem tamanho.
O sucateamento do curso é culpa dos alunos ou dos professores? De nenhum dos dois. Não vejo alunos reclamando dos professores que dão aula. Estes são idolatrados pelos corredores. Mas nos últimos tempos o corpo mole não é só o discente. O corpo mole parte do corpo docente também. E os professores que lerem esse texto sabem disso. Que nos bastidores a pressão é grande. Que muita gente está sobrecarregada de trabalho e que a desmotivação é geral, tanto de alunos como de professores.
Ontem eu apanhei de alguns professores que eu respeito muito. Felizmente tenho certeza que estes sabem que não me encaixo no perfil de estudante que não dá à mínima. Sou um dos que mais defendem a qualidade do curso e sei que o sucateamento prejudica a todos. Como aluno, repudio aqueles que só querem o canudo no final do curso. Particularmente travo uma batalha pessoal para me formar com méritos, por isso sempre tento ter as melhores notas e mesmo assim defender os interesses dos estudantes. Afinal fui eleito presidente do maior centro acadêmico de Comunicação Social do sul do Brasil para isso.
Por incrível que pareça foi à surra mais bela que já levei, porque sei que a maioria dos estudantes concorda com o que foi dito ontem. Espero que no momento da revisão da nova grade curricular, que acontece no próximo semestre, isso seja feito na presença de todos da mesma forma que aconteceu ontem. Dessa forma, certamente esse tipo de embate se tornara desnecessário no futuro.

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Lider partidário prega violência na eleição do DCE da Furb



Esse vídeo foi gravado após a apuração de votos da eleição do DCE da Furb (Blumenau-SC). Ele mostra o representante da juventude do Partido Progressista, Sr. Denilson Padilha, pregando a violência entre os estudantes da instituição. Ele diz claramente que para fora dos portões da universidade é outra história, ou seja, vale tudo. Vejam o vídeo e tirem suas próprias conclusões.
A Juventude Progressista tem esse estilo truculento de fazer política. Com provocações, brigas e falcatruas em eleições de DCE's e Centros Acadêmicos. Esse estilo de fazer política, apenas prova que o aparelhamento partidário das entidades estudantis é o principal motivo do afastamento da juventude. O descrédito nas entidades é graças ao jogo sujo do interesse pessoal de uma classe de jovens políticos que está perpetuando as velhas artimanhas do jogo político brasileiro.
Esse é o futuro da nação.

Mais informações no site:

http://vototransparente.wordpress.com/2009/06/19/meu-voto-e-transparente/

Veja mais

http://controversas.com/?p=654

Quando eu crescer quero ser publicitário



MUITO BOMMMMMMMM

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Diploma de Jornalismo: O que muda com o fim da obrigatoriedade?


Depois de dois dias escutando vários argumentos sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal que determinou o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo para exercer a profissão, cheguei a algumas conclusões que quero compartilhar com os amigos visitantes do meu blog.
Ouvi e li muita besteira nesses dias. O Twitter e os Blogs foram empanturrados de informações e discursos inflamados na defesa do diploma. Entretanto vi poucas pessoas defendendo o fim da obrigatoriedade. Porém, quem o fez, utilizou argumentos melhores do que os usados pelo presidente do STF Ministro Gilmar Mendes.
Entre as pessoas que defenderam o fim da obrigatoriedade vou citar o texto do Heitor Reis (Já publicado no Soco - clique aqui) onde ele faz diversas considerações interessantes e cita um problema que nós jornalistas ignoramos, ou melhor, fingimos que não vemos: "A Fenaj - Federação Nacional dos Jornalistas, Intercom - Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação e o FNPJ - Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo fogem, como o diabo, da cruz, e não enfrentam a impotência da categoria diante do poder do patrão que anula qualquer princípio ético que um jornalista queira aplicar em seu local de trabalho, quando conflita com a voracidade pelo lucro a qualquer custo, por parte da empresa de comunicação, de seus anunciantes ou do interesse político-partidário".
O trecho diz muito bem qual é a verdade do mercado jornalístico. Infelizmente o jornalista se acha a margem das categorias de trabalhadores. É como se fossemos um tipo de profissão iluminada e acima do bem e do mal. Que não precisamos de sindicato e que nossa onipotência por si só é suficiente para controlar os salários e a ética dentro da profissão.
Verdade seja dita, nossa categoria não luta pelos seus direitos. A Fenaj até tenta, mas o profissional só procura o sindicato quando a empresa, no jargão popular, ferra o jornalista de verde e amarelo. A luta de classe não se faz com o sindicato desmobilizado e quem tem a obrigação de fazer uma categoria forte é o trabalhador. É uma ilusão achar que é o sindicato que mobiliza. Não! São os jornalistas que tem que fazer o sindicato ser forte. Porém, o estudante de jornalismo é condicionado - dentro da academia - a ser um mero fantoche do mercado. Falo isso por que os cursos estão ficando puramente técnicos e deixando para trás toda a carga humanística que se faz necessário para ser um bom jornalista.
Nesse sentido, ser diplomado ou não, não vai mudar a torpe relação de trabalho que existe hoje? É uma ingenuidade achar que os patrões vão arrochar ainda mais os trabalhadores. Já estamos arrochados. A relação patrão/jornalista continuará sendo a mesma. Ser diplomado em jornalismo não muda o fato que a categoria é explorada pelos oligopólios da comunicação. Isso começa na academia e na ânsia dos estudantes em fazer estágio em jornalismo, que, sabemos ser proibido. Mas o estudante aceita ser registrado como auxiliar de escritório e fazer o trabalho de um jornalista que receberia o piso obrigatório. Sejamos sinceros, isso vai mudar? Não.
Existe todo um processo errado que vem sendo aplicado. A decisão do STF, analisando com calma, foi correta. Principalmente para baixar a bola dos jornalistas e fazer com que nossa categoria acorde para a realidade. Não é possível continuar achando que somos deuses e que nada nos atinge. Lógico que ficamos emputecidos com os argumentos dos ministros do STF. Porém, convenhamos, qual diferença vai fazer a exigência de ter diploma para exercer a profissão de jornalismo? Nenhuma.
O mercado da comunicação, principalmente os jornais, vão continuar preferindo contratar os formados. Afinal, alguém imagina que os patrões vão querer ficar ensinando as pessoas dentro das redações. E o que acontece hoje não vai mudar, sempre vão existir pessoas que vão trabalhar sem diploma. Temos inúmeros exemplos que não precisamos ficar citando.
Outra coisa importante a dizer é que não vai acontecer uma debandada de estudantes. Mais uma ilusão. A faculdade de jornalismo continuará sendo o curso mais procurado e competido do país. A decisão do STF pode, inclusive, fazer com que os cursos sejam mais qualificados. Porém, pode acontecer de surgirem cursos de pós-graduação em jornalismo, como acontece em diversos países.
O fato relevante dessa discussão é que o jornalismo não vai ser pior com a não obrigatoriedade do diploma. Vai continuar igual. Pode piorar? Com certeza pode piorar, mas isso não será culpa do jornalista e sim das empresas de comunicação que são, na grande maioria, de propriedade de políticos e que fazem um papel político-partidário ilegal, sujo e que só atrasa o Brasil.
Precisamos discutir a democratização da comunicação e o seu real papel na construção de uma sociedade democrática. Por isso, não adianta chorar. Fomos derrotados e temos que começar a agir como categoria organizada de trabalhadores e não com aquela velha arrogância de que o jornalismo é intocável. Nesse sentido, tanto faz ter diploma ou não, porque somente os bons profissionais vão se manter no mercado.

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo

Eu fiquei puto com a decisão do STF, mas agora de cabeça fria, faço minha as palavras do professor Rogério Cristofoletti no texto abaixo:

diploma obrigatório caiu, e agora?


Em dez anos de docência em Jornalismo, poucas vezes senti um clima tão intenso de perplexidade nos corredores da universidade, ontem à noite. Eram pouco mais de sete horas, e os ministros do Supremo Tribunal Federal decidiam que já não seria mais obrigatório ter diploma para se obter o registro profissional de jornalista. Quer dizer, a corte suprema brasileira desregulamentava uma profissão, derrubando um marco de quarenta anos.

Pelos corredores da universidade, alunos e professores se olhavam num misto de consternação, receio e certa vergonha. Claro que sempre houve a possibilidade de uma decisão como aquela, na medida em que o assunto seria julgado, mas pelo jeito, não era o que se esperava. Um silêncio cúmplice pairava, e o ar frio e pesado da noite envolvia a todos, como numa espécie de transe, transe de velório.

Mas o que eu faço com o meu diploma?

O encerramento da polêmica não faz terminar os questionamentos. Alguns perguntam o que farão com seus diplomas, conseguidos a duras penas. Ora, é preciso ter a clareza do alcance da decisão de ontem. O Supremo julgou a OBRIGATORIEDADE e não a VALIDADE do diploma. Isto é, não é mais preciso juntar o canudo para se conseguir o registro. Quem tem diploma expedido por uma instituição de ensino superior reconhecido pelo MEC continua tendo seu diploma, com validade e (por que não?) orgulho.

Repito: a decisão de ontem não enfraquece nenhum diploma. Enfraquece a categoria, na medida em que desregulamenta, na medida em que flexibiliza as regras para ingresso no mercado de trabalho. Antes, havia uma trava – o diploma -, agora, não há mais.

O que eu faço? Continuo o curso?

Mas claro que sim. Estudar não faz mal a ninguém. Quem faz universidade está investindo na própria formação, na própria qualificação profissional, e isso – com diploma obrigatório ou não – continuará a ser um divisor de águas na contratação de gente no mercado. Isto é, qualquer empregador quer sempre admitir o melhor profissional para a sua empresa. Se ele é melhor qualificado – porque tem um diploma de jornalismo – do que o concorrente que tem ensino médio ou outro curso universitário, o empregador já sabe o que fazer.

As faculdades de Jornalismo vão fechar?

Difícil prever isso. São muitas, é verdade. Estima-se que mais de 400 pelo país. Talvez algumas não sigam adiante. Talvez nada se altere. Mas vamos ser sinceros: não era o decreto-lei 972/69 que fazia com que hordas de jovens se matriculassem nos cursos de Jornalismo. Era e sempre foi a vontade, o desejo, a expectativa de ser jornalistas. Então, não sei se a curto prazo a coisa deva se mover tanto. Um exemplo: a profissão de publicitário não exige diploma do curso para o seu exercício, e mesmo assim, esses cursos universitários são cada vez mais abundantes e cada vez mais atraentes, sendo dos mais disputados. Outras regras parecem vigorar…

A minha escola vai fechar por causa disso?

Abrir um curso universitário é muito complicado. Fechar também. Depende de muitos fatores, de um trâmite longo no Ministério da Educação, e de outros aspectos, entre os quais o da imagem da instituição de ensino. Nenhuma escola deve se orgulhar de fechar cursos, mas sim de abrir novas turmas. Por isso, um curso não se fecha do dia para a noite, até porque se assim o fizer, será alvo de uma torrente de processos dos alunos que se sentirão prejudicados. Por isso, qualquer precipitação agora é demasiada e desnecessária.

O Supremo agiu certo?

Pessoalmente, acho que os ministros demonstraram não conhecer a profissão, e que acabaram confundindo um direito amplo com o direito de exercício profissional. Como quem confunde direito à Justiça e direito de atuar como advogado.

Mas pra ser bem sincero, decidida a questão pelo STF, de que adianta continuar a argumentar e contra-argumentar, se o tempo não volta. Sou mais pragmático. E é necessário olhar pra frente. A derrota foi dura, mas não é a final.

O Supremo pode voltar atrás?

Não. A decisão está posta. O decreto-lei que regulamentava a profissão foi considerado inconstitucional. Para a Justiça, isso significa que ele é inválido. Logo, qualquer pessoa pode requerer seu registro profissional de jornalista sem o diploma.

Então, não há saída? A coisa acabou?

Mais ou menos. A saída não é pelo Judiciário, mas pelo Legislativo ou pelo Executivo. São eles que podem – por exemplo – formularem projetos de lei para uma nova regulamentação para a profissão. E se esse projeto tramitar no Congresso e se tornar lei, pronto: temos novas regras para a profissão.

A boa notícia é que isso pode estar já em curso. No final do ano passado, o Ministério do Trabalho criou um grupo que iria trabalhar na redação de uma nova regulamentação. Há cerca de um mês, o presidente da Fenaj, Sergio Murillo de Andrade, me disse que a coisa estava em banho-maria, penso que no compasso da decisão do STF. Fechado o capítulo no Judiciário, pela via política, haveria outros caminhos…

O mercado vai ficar pior?

É difícil dizer. Principalmente, num tempo em que é cada vez mais difícil enganar as pessoas. Por conta da internet e da cordilheira de informação que todos temos à disposição, a toda hora, pode-se desmintir qualquer um que queira aplicar um golpe. Fazer jornalismo é cada vez mais difícil. Vai depender de gente cada vez mais qualificada. Para a lei, não vai importar se essa gente terá diploma de Jornalismo ou não. Mas o fato é que nunca na história humana houve tanto interesse por informação e houve tanta informação à disposição. Isso requer tratamento técnico, especializado, adequado. Isso requer triagem, seleção, acuro, qualidade e credibilidade. Jornalistas são ainda muitíssimo necessários. Bons jornalistas são mais necessários ainda.

O jornalismo precisa se reafirmar. E talvez se reiventar. A ausência de diploma obrigatório trará novos componentes no cotidiano das redações, novas formas de atrito e de reacomodação de forças. O jornalismo continuará a ser necessário para as democracias, para a cidadania, para o desenvolvimento humano. Os profissionais que se ocupam disso, que se arriscam diariamente para obter informações, devem se orgulhar por este papel social que cumprem. Devem se orgulhar, mas precisam estar atentos, pois as mudanças são muito rápidas nesta área. Esta instabilidade provoca a vertigem e o deleite.

Para ir mais adiante…

Alec Duarte faz uma equilibrada análise de como fica a formação daqui pra frente. Cesar Valente aponta para dois possíveis caminhos, com a desregulamentação, e opta pelo mais otimista. Alberto Dines avalia que o STF errou tanto na extinção da Lei de Imprensa quanto com o expurgo da necessidade do diploma.


Copiado na integra do blog Monitorando

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

É preciso ser diplomado para garantir ética no jornalismo?


Heitor Reis (*)

"É preciso ser diplomado: Formação e regulamentação são instrumentos de defesa do Jornalismo e da sociedade
Somos mais de 60 mil jornalistas em todo o Brasil. Milhares de profissionais que somente através da formação, da regulamentação, da valorização profissional conseguirão garantir dignidade para sua profissão e qualidade, interesse público, responsabilidade e ética para o Jornalismo praticado hoje no Brasil."
[ Sérgio Murillo de Andrade e Valci Zuculoto, Jornalistas, Professores, Presidente e Diretora de Educação da FENAJ, respectivamente:
http://www.fenaj.org.br/materia.php?id=2317 ]
Minhas reflexões sobre este tema não tem o propósito percebido pelos mais ansiosos, rançosos e menos profundos na arte de interpretação de texto. Como se eu estivesse tomando uma posição contrária ao interesse dos comunicadores ou do público. Minha esperança é que homens e mulheres de boa vontade têm a sensibilidade necessária para perceber meu real propósito de mostrar a verdade à respeito. Creio que, sem coragem para enfrentar esta triste e cruel realidade, o ideal teoricamente pregado acima, jamais ocorrerá, de fato. É muito difícil, para muitos, mesmo conceitualmente, separar o jornalismo da imprensa mercenária, corrupta, irresponsável e maligna. São como gêmeos siameses! [ A malignidade intrínseca da mídia capitalista - http://www.midiaindependente.org/pt/red/2006/11/367238.shtml ]
Mas, somente cortando na própria carne...
"... o jornalismo poderá se libertar do seu pior inimigo: a Imprensa, tal como ela existe hoje." [ "Significado político da manipulação na grande imprensa", Perseu Abramo: http://www2.fpa.org.br/portal/modules/news/article.php?storyid=55 ]
A Fenaj - Federação Nacional dos Jornalistas, Intercom - Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação e o FNPJ - Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo fogem, como o diabo, da cruz, e não enfrentam a impotência da categoria diante do poder do patrão que anula qualquer princípio ético que um jornalista queira aplicar em seu local de trabalho, quando conflita com a voracidade pelo lucro a qualquer custo, por parte da empresa de comunicação, de seus anunciantes ou do interesse político-partidário.
Também não estão interessados em demonstrar a razão pela qual os países mais evoluídos liberam o profissional do uso do diploma, enquanto os mais atrasados o obrigam. Nem qual a característica regional do Brasil que justificaria a adoção de sua obrigatoriedade. Não respondem a uma questão fundamental: O jornalismo de países que exigem o diploma é igual, pior ou melhor dos que nos demais?
Alguma vez ficou demonstrado cabalmente que, nos países onde o diploma não é exigido, a dignidade desta profissão ficou prejudicada? Ou seus rendimentos? Ou a qualidade e a ética no exercício da atividade? Caso isto fique provado, serei o mais renitente defensor da obrigatoriedade do diploma de jornalismo!
Não sei se os professores, os líderes ou a parcela da categoria que luta pela obrigatoriedade, e que tem por dever do ofício transmitir a melhor verdade possível para seus semelhantes são ingênuos, ignorantes, loucos ou se estão hipnotizados, a tal ponto de acreditar piamente que a ilusão é realidade. Mas há uma alternativa ainda pior: consciência e lucidez de que estão defendendo deliberadamente uma mentira!
Revogação da Lei de Imprensa contraria Fenaj
Para Sérgio Murillo, presidente da entidade, a expectativa era de que o julgamento retirasse apenas os artigos que ferissem a Constituição Federal. Segundo ele, a matéria, apesar de permanecer em vigor há mais de 40 anos, ainda estabeleceria alguns dispositivos necessários ao exercício do Jornalismo, como a possibilidade de fontes denunciadas em reportagens obterem direito de resposta nos veículos. [ http://www.pqn.com.br/portal_pqn2/index.php?option=com_content&task=view&id=4420&Itemid=43
]
Os jornalistas perderam recentemente a Lei de Imprensa, parte da qual defenderam com unhas e dentes, pouco se lascando se ela fora imposta através de uma ditadura que usurpou o poder de forma brutal, depondo um Presidente da República, legitimamente eleito, censurando a mídia, perseguindo, torturando milhares e assassinando centenas de brasileiros. Multiplicaram astronomicamente nossa dívida externa e a inflação monetária, bem como reduziram dramaticamente o valor do salário-mínimo.
O mesmo vale para a lei da obrigatoriedade do diploma, imposta também ditatorialmente pelos terroristas que assumiram o Estado em 1964 e que será julgada no STF, em breve.
Seja qual for o resultado, defendo intransigentemente que qualquer lei feita por um governo que usurpou o poder de forma ilegal deve ser anulada automaticamente, por melhor que fosse, e substituída por outra, caso necessário, por um poder legitimamente estabelecido. Se, num julgamento qualquer, uma prova obtida de forma inadequada perde automaticamente seu valor, por que uma lei feita despoticamente deve ser mantida?
Os jornalistas fazem o jogo do patrão, ao se omitirem na denúncia de que são escravizados na função de manipuladores da informação, cuja rebeldia e prática da ética profissional (princípios deontológicos) pode lhes trazer o desconfortável sabor do desemprego e outros prejuizos. Nossa conservadora sociedade, composta por 74 % de analfabetos e semi-analfabetos deseja jornalistas diplomados para enganá-la diariamente, incapaz de perceber a realidade mais profunda que se esconde por detrás de uma pesquisa de opinião convenientemente limitada, feita pela Fenaj. [ http://pt.wikipedia.org/wiki/Deontologia ]
Em síntese: Na prática, não há ética no jornalismo, em função da hegemonia da ética da empresa jornalística, voltada prioritariamente para os interesses particulares e não para o interesse público, teoricamente mencionado no texto em epígrafe. Idem para os profissionais que se prestam a fazer o serviço mais subalterno nesta modalidade de crime legalmente organizado.
Perseu Abramo considera a manipulação realizada pelos jornalistas para atender seus patrões, como inimizade contra o povo brasileiro.
"Os estudos do professor Perseu Abramo... situam o jornalismo praticado pelo mercado como um instrumento de controle político das elites, contrário aos interesses maiores do povo brasileiro." (Hamilton Octávio Souza, em Padrões de manipulação na grande imprensa, de Perseu Abramo, pág. 17, da Editora da Fundação Perseu Abramo)
Mas, mesmo assim, a Fenaj, Intercom e FNPJ estão unidas na pregação de que a obrigatoriedade do diploma é relevante para "garantir dignidade para sua profissão e qualidade, interesse público, responsabilidade e ética para o Jornalismo praticado hoje no Brasil".
Vejamos como Antonio Gramsci percebe o Estado, a escola e a imprensa, na formação do consentimento público para impor à sociedade os interesses da classe dominante:
"Além dos aparelhos coercitivos do Estado, a burguesia precisa obter o consentimento dos governados, para se garantir como hegemônica. E a formação do consenso dependeria da educação. Daí, a ampliação sem precedentes dos mais diversificados meios de educação, desde a escola, um dos principais deles, até a imprensa e o rádio (Gramsci não conheceu a televisão)." [ "Um caderno de estudos sobre Gramsci", Maria do Carmo de Oliveira Vargas: http://www.acessa.com/gramsci/?page=visualizar&id=984 ]
Desta forma, com raras exceções, os que atuam no sistema educacional, na comunicação ou em ambos, consciente ou alienadamente, reproduzem o pensamento que convém a quem estiver no poder.
As exceções, certamente, não terão as benesses que receberão aqueles que fazem bem o trabalho a eles designados de inseminar conceitos convenientes ao sistema, nas mentes receptivas da juventude e do público em geral. Alguns são perseguidos, prejudicados de várias formas e podem pagar com própria vida a ousadia de fugir da matriz do pensamento único. [ Ver "Matrix", o filme, e "Trabalhar na Globo é crime": http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=453TVQ004 ]
Perseu Abramo considera a imprensa como o pior inimigo do verdadeiro jornalismo. Infelizmente, é o jornalista quem faz o trabalho fundamental para que seja assim:
"As classes dominadas, portanto, tenderão a lutar pela transformação dos órgãos privados e estatais em órgãos públicos, sob formas e mecanismos que evidentemente ainda estão por serem engendrados e desenvolvidos. E finalmente, então, o jornalismo poderá se libertar do seu pior inimigo: a Imprensa, tal como ela existe hoje." [ "Significado político da manipulação na grande imprensa", Perseu Abramo: http://www2.fpa.org.br/portal/modules/news/article.php?storyid=55 ]
Portanto, o jornalista, quando a serviço de uma empresa capitalista ou os professores do sistema de ensino imposto à estes profissionais ou à população em geral, tem um papel fundamental na dominação da Sociedade, para seu convencimento, fazendo-a aceitar passivamente a exploração que sofre por parte do empresariado que privatizou o "Estado oligárquico e autoritário, o qual precisa urgentemente ser democratizado" (Marilena Chauí).
Podemos, então, compreender melhor o valor de uma afirmação do Lalo (ECA-USP) sobre as conquistas pífias realizadas neste setor, para benefício da maioria, em matéria recente (11/06/2009) sobre o sítio da Petrobrás ("blog"). Coisa, aliás, que dificilmente mudará, nesta 1a. Confecom - Conferência Nacional de Comunicação, pelo mesmo motivo: [ www.proconferencia.org.br ]
"No Brasil, o primeiro movimento mais articulado visando a democratização da comunicação ocorreu 1983, numa iniciativa de um grupo de professores do curso de comunicação social da Universidade Federal de Santa Catarina. Eles lançaram a Frente Nacional de Lutas por Políticas Democráticas de Comunicação, incorporada posteriormente pela Abepec (Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Comunicação) e pela Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas). De prático esses movimentos pouco conquistaram. A lógica do capital, concentrando cada vez mais o mercado produtor e distribuidor de informações, combinada com a política de enfraquecimento dos estados nacionais, sepultou as esperanças de uma circulação de informações mais equilibrada pelo mundo." [ http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4370 ]
Felizmente, a rede mundial de computadores vem reduzindo este desastre, aumentando exponencialmente o número de privilegiados que podem acessá-la, insinuando que a próxima revolução política terá forte componente cibernético. Isto até que senhores do Estado aprovem leis como o chamado AI-5 Digital, de autoria do corrupto senador mineiro Eduardo Azeredo. Ou mesmo sem ela, quem escrever um artigo como este será sequestrado, torturado, assassinado e jogado em alto mar. [ www.AI-5Digital.blogspot.com ]
Mais detalhes em:
A sociedade quer informação com ética e qualidade? http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=529DAC001
Diploma impede o empresário de dominar sobre a consciência do jornalista: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=504DAC007


(*) Heitor Reis é um subversivo e um indivíduo perigoso do ponto de vista dos milicos e de Gilmar Mendes. Engenheiro civil, militante do movimento pela democratização da comunicação e em defesa dos Direitos Humanos, membro do Conselho Consultor da CMQV - Câmara Multidisciplinar de Qualidade de Vida (www.cmqv.org) e articulista. Nenhum direito autoral reservado: Esquerdos autorais ("Copyleft"). Contatos: (31) 9208 2261- heitorreis@gmail.com - 16/06/2009

Campanha do diploma para jornalista

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Parabéns Itajaí

Parabéns Itajai pelos 149 anos de lutas. Uma cidade que acolhe todos os seus moradores com os braços abertos. Uma terra de oportunidades e de felicidade. Para quem é nascido ou itajaiense de coração, fica aqui o desejo de construir uma cidade justa, desenvolvida e democrática.

Parabéns